aquecimento global


05/09/2007


Vamos tratar com amor o nosso planeta

Escrito por giovani.andrew às 13h55
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Escrito por giovani.andrew às 13h53
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Escrito por giovani.andrew às 13h50
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04/09/2007


aquecimento global

O maior estudo já realizado sobre o impacto do aquecimento global no Ártico mostrou que a região passa por transformações profundas. Entre elas está uma acelerada retração das geleiras em terras dentro do Círculo Ártico e da banquisa de gelo que cobre boa parte do Oceano Ártico.

A permafrost, a camada de terra outrora permanentemente congelada, está derretendo. As mudanças, alerta o estudo, acarretarão grandes conseqüências para as pessoas e a vida selvagem do Ártico, um dos ecossistemas mais frágeis da Terra.

O relatório observa que as condições no extremo norte do planeta já variaram naturalmente no passado. Todavia, as atuais mudanças encaixam-se perfeitamente nas projeções de que o Ártico deveria ser o primeiro lugar a sentir o impacto do aumento da concentração dos chamados gases-estufa, principalmente dióxido de carbono, liberados por indústrias e veículos movidos a combustíveis fósseis.

Medidas para deter o aumento das emissões poderiam refrear um pouco as mudanças, pelo menos para dar algum tempo para homens e natureza adaptarem-se. Porém, o relatório também salienta que o aquecimento e o degelo são inevitáveis.

“As mudanças no Ártico oferecem uma amostra do impacto ambiental e social que o aquecimento global provocará”, diz o estudo.

Chamada Relatório sobre Impacto Climático no Ártico, a pesquisa foi encomendada há quatro anos por oito países com território dentro do Círculo Ártico — Canadá, Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega, Rússia, Suécia e EUA — e realizada por 250 cientistas e representantes de seis organizações de comunidade nativas do Ártico.

A pesquisa será apresentada numa conferência na Islândia, em 9 de novembro. Porém, parte dela foi enviada por cientistas europeus ao “New York Times”.

Alguns deles disseram que a divulgação do estudo foi atrasada em parte pelo governo Bush, preocupado com as implicações políticas das críticas ao aquecimento global.

Funcionários do Conselho Ártico, a organização internacional que encomendou o estudo, negaram tais afirmações. “Não é verdade que Estados-membros do conselho tenham empurrado a liberação do estudo para novembro”, disse o islandês Gunnar Palsson, presidente do conselho.

O Depto. de Estado americano não quis comentar o relatório. Segundo Palsson, a divulgação foi transferida de setembro para novembro para evitar a coincidência com outra reunião internacional na Islândia.

O diretor da pesquisa, Robert W. Corell, disse que as datas de divulgação não eram assunto dos cientistas. Porém, embora não pudesse comentar descobertas específicas, ele observou que os sinais dados pelo Ártico têm relevância mundial.

Escrito por giovani.andrew às 21h55
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